domingo, 22 de novembro de 2015

Desejo


Afogo os teus rios
Dentro de mim
Seguro as tuas mãos
Que me abrem o corpo
Sou lua nova
Depois do sol posto
Ah, vem amor,
Esperar é um tormento!

Se não resisto
Porque não me afasto?
Se não te quero
Porque te enlaço?

Ah, vem amor…
Ama-me,
acorda-me...
Que eu sou uma estrela
Que vai explodir!

O meu ventre é navio
E tu o marinheiro
Os teus beijos são rosas
Que despertam desejo

Ah, vem amor…
Ama-me,
Domina-me
Que eu dentro de ti
Nunca anoiteço!

sábado, 21 de novembro de 2015

Haverão outros dias...


Sim! Há de haver outros dias,
para que neles eu viva a apoteose deste amor
que por demais sofreu o caos dos muitos ruídos
na sombra desbotada de campos onde deixei de ser flor.

Sim! Outros dias hão de chegar em minha vida!
Serei uma nova mulher em novas madrugadas,
onde as nesgas de um luar embevecido
serão luzes de paixão, cismado ardor!

Outros dias, novos dias, plenos dias...
Viverei o torvelinho da emoção
na voragem dos nossos corações
a crepitar fogueiras de ousadias!

Sim! Viver outros dias, novos dias...
Afastar turbulentas ventanias,
ganhar penhor, a garantia
de que entre nós, seja tudo só amor!

Mão escorregadia


Suave mão escorregadia e entregue aos abraços,
Devotos às carícias do anoitecer nos espaços,
Os corpos sedentos queimam em vontades.

No tempo obscuro, a imagem é chegada.
Desvencilhando as expectativas de encontros,
O amor doce é acalanto de espreita morada.

A namorada colore o vitral da espera,
Onde o amor espia dedilhando saliente.
O beijo é córrego no desfile exacerbado.

Magia de dois mundos


Música no ar, o mar em movimento, ondas e mergulhos de prazer, o azul imensurado, sorrisos lúcidos, química reagindo desejos, sinergia resultando sorrisos, energia fluindo positivamente, ação... reação causando impacto, olhares transmitindo... no corpo a mensagem recebida... nos beijos o alucinante fôlego da vida, em escaladas por montanhas, em saltos às brumas, entre magia e desencontros... desencontros, acertos e a descoberta de que o que sentimos é mais profundo e mais sublime do que podemos imaginar...
As palavras ditas no silêncio dos olhares, a magia do querer bem, o cuidado cauteloso, o amor incondicional... as noites de amor e súplicas libidinosas sempre seguidas das manhãs calorosas na luz do sol vinda dos olhos teus... e a cada dia vivido a sensação indescritível de que morri de amor.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Luz...

Tenho nos olhos a tua luz
E no peito o desespero
Risco que me conduz
Até ao início do desfiladeiro
Ouro brilhante e intenso
Irradias a claridade
Neste universo extenso
- Devolve-me a felicidade…
És o núcleo a que pertence
Cada fagulha do meu ser
Nem a distância vence
A força de te querer…
- Não tens a noção de quanto
eu te quero junto a mim?
Adoro esse encanto
De mágica e de festim…
Sol da minha vida
Quero-te agora aqui!




domingo, 15 de novembro de 2015

Voando bem perto do Sol...

As coisas que não planejamos e que simplesmente acontecem, são maravilhosas!


Aqueci minhas asas, voando bem perto do Sol...  Único gerador de luz e calor.
Pularei muros, escalarei montanhas, mergulharei no escuro, esquecerei de toda a razão, só pra poder voar perto do Sol novamente... Minhas asas precisam de luz, precisam ser aquecidas... precisam de você, precisam de Sol.


E sei que morrerei se não tiver um sonho pra abraçar, preciso sempre cantar canções de esperança, sonhar sonhos de criança... preciso de sonhos, preciso bailar alegremente pela vida. Quero voar mais uma vez e aquecer minhas asas bem perto do Sol...

Voei da minha gaiola, ganhei o azul imensurado do céu... sem querer, sem forçar, sem premeditar... o céu me foi dado e eu... voei!


E eis que ficará guardado nas minhas mais doces lembranças o momento de subir no topo da montanha de olhos fechados e lançar-me as brumas... O momento inesquecível quando meus olhos cruzaram com os teus a primeira vez,  e me lancei inteiramente, sem medo, sem pressa, nem reserva... sem pensar nos dias que viriam depois... Apenas voei, e ao teu lado, desde a primeira vez me senti aquecida pelo Sol.

Aconteceu que aqueci minhas asas, voando bem perto do Sol e eis que as sensações do vôo estão todas aqui comigo, tua boca, teus beijos, fragrância, gosto, olhar, tato, mãos... teu corpo... Teu corpo aquecendo o meu como se eu voasse bem perto do Sol.




Quero sempre teus lindos olhos brilhantes, conversas constantes, risos incessantes, que tanto faz-me alegrar;
Quero dias ensolarados, dias nublados e chuvas, com guardas-chuva e ainda assim nos molhar; 
Quero longas caminhadas, saídas agitadas, tardes enamoradas e ver todas as caras engraçadas que eu conseguir lhe criar.


Quero muitas outras manhãs de Sol na minha vida... quero madrugadas pra velar teu sono e manhãs pra me aquecer na tua luz.

Queres ser meu Sol? Meu único gerador de luz 
e calor?



Ao som de: Earthshine / Bravado - Rush


terça-feira, 21 de abril de 2015

Sem nome (ainda)...

Sou dona dos meus passos sobre folhas mortas, não me importa que esteja frio... minha alma agora está aquecida.
Não me incomodam as cores cinzentas... meus olhos enxergam alegres tons por toda parte e a realidade fica pra outro dia...

Caminhava enquanto sonhava e vi muitas borboletas, elas iam e viam do imensurado azul do céu e eu, mesmo sem asas voei até um lugar distante, fascinante... um jardim feito só pra mim. Não sei bem ao certo (ainda) o que eu encontrei por lá, mas me trouxe muita paz, leveza... como uma noite de sono sossegado, como construir castelos de areia sendo envolvida pela brisa do mar... Fechar os olhos e sentir vontade de sorrir, um sorriso inteiro, vindo da alma...
Estado este em que estou, embaraçoso, repleto de energias cósmicas e explosivas e com pitadas duma estranha ansiedade...

Que será isso?! Sem apressar meus passos nem frear meus sentimentos, descobrirei. Enquanto isso, sem pressa, vou bailando ao som desta suave melodia. 



*** A ausência de um título é a confirmação de que nem tudo que é real e arrebatador precisa ser mensurado e rotulado. Então... falta ar, falta um título.... mas sobram sensações.

sábado, 21 de março de 2015

Caminhada

Caminho por entre espinhos, em cada andar.
Perco-me por entre passos curtos porém largos
Olho para o lado... Longe na distância que separa
A realidade ilusória construída por fragmentos de dor
E pedaços de sentimentos contraditórios.

Atravesso a tempestade de forma lenta e passiva
Meus olhos sangram ao enxergar,
O que não pode ser visto.
Perco os sentidos e a vida não mais é sentida,
Ela é expressa somente no instante vivido.

Dois caminhos se cruzam,
Duas estradas e um só pensamento,
A dúvida corrompe o caminhar,
Levando ao extremo da insanidade.

O que fazer se não há nada a ser feito?
O que mudar se a escolha não decide?
Esperar... Acordar... Continuar a caminhar...



*** Ao som de Snuff - Slipknot

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Eu senti medo...

Certa vez uma pessoa me disse que não existe limite entre amizade e o amor... Pensei sobre isso na época e todas as minhas conclusões foram contraditórias... Agora entendo perfeitamente que um amigo especial, um amigo do peito, como costumamos chamar, pode muito bem mudar-se de lugar e chegar ao coração, não deixando assim de ser um amigo, mas tornando-se um amigo enamorado. E quanto tempo este irá demorar-se lá não sabemos, é uma surpresa... Podem ser necessárias palavras pra declarar tal amor, o silêncio pode dizer tudo, a afeição demasiada pode nos tornar suspeitos ou ainda pode nunca chegar a acontecer.

Sinto medo de perder o que tenho arriscando... Medo... Porque ando cismada com esta palavra ultimamente?! Tenho medo de ser esquecida... medo de não ser amada... medo de ficar sozinha... estes são meus únicos medos... Até os impetuosos sentem medo de vez em quando. Medo, ânsia de dizer algo que (ainda) não sei como. Minha maior benção e minha grande maldição é não saber calar um sentimento, é ser sempre culpada confessa... se eu penso, se eu sinto... eu digo! E toda essa confusão em minha mente que não me deixa ordenar bem as palavras é o que antecede uma confissão... sem pressa, sem culpa... "eu ligo a tv, desligo a tv e ligo pra você"... Pela primeira vez estou amendrontada diante da vontade de declarar um sentimento, agora entendo porque "tudo que cala fala mais alto ao coração".


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