Sim! Há de haver outros dias,
para que neles eu viva a apoteose deste amor
que por demais sofreu o caos dos muitos ruídos
na sombra desbotada de campos onde deixei de ser flor.
Sim! Outros dias hão de chegar em minha vida!
Serei uma nova mulher em novas madrugadas,
onde as nesgas de um luar embevecido
serão luzes de paixão, cismado ardor!
Outros dias, novos dias, plenos dias...
Viverei o torvelinho da emoção
na voragem dos nossos corações
a crepitar fogueiras de ousadias!
Sim! Viver outros dias, novos dias...
Afastar turbulentas ventanias,
ganhar penhor, a garantia
de que entre nós, seja tudo só amor!