quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Eu senti medo...

Certa vez uma pessoa me disse que não existe limite entre amizade e o amor... Pensei sobre isso na época e todas as minhas conclusões foram contraditórias... Agora entendo perfeitamente que um amigo especial, um amigo do peito, como costumamos chamar, pode muito bem mudar-se de lugar e chegar ao coração, não deixando assim de ser um amigo, mas tornando-se um amigo enamorado. E quanto tempo este irá demorar-se lá não sabemos, é uma surpresa... Podem ser necessárias palavras pra declarar tal amor, o silêncio pode dizer tudo, a afeição demasiada pode nos tornar suspeitos ou ainda pode nunca chegar a acontecer.

Sinto medo de perder o que tenho arriscando... Medo... Porque ando cismada com esta palavra ultimamente?! Tenho medo de ser esquecida... medo de não ser amada... medo de ficar sozinha... estes são meus únicos medos... Até os impetuosos sentem medo de vez em quando. Medo, ânsia de dizer algo que (ainda) não sei como. Minha maior benção e minha grande maldição é não saber calar um sentimento, é ser sempre culpada confessa... se eu penso, se eu sinto... eu digo! E toda essa confusão em minha mente que não me deixa ordenar bem as palavras é o que antecede uma confissão... sem pressa, sem culpa... "eu ligo a tv, desligo a tv e ligo pra você"... Pela primeira vez estou amendrontada diante da vontade de declarar um sentimento, agora entendo porque "tudo que cala fala mais alto ao coração".


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