Dizem que o amor é cego, não nego, por isso te abro os olhos: não tenho bens nem alqueires, eu não sou flor que se cheire, nem tão boa cozinheira, (bem capaz que ainda me piches por só comer sanduíches), minha poesia é fuleira, tenho idéias de jerico, um cio meio impudico como as cadelas e as gatas, às vezes me torno chata por me opor ao que contemplo, sei que sou péssimo exemplo, por pouca coisa me grilo, talvez por mim percas quilos, eu não sei se valho a pena, iguais a mim, há centenas, desejo te ser sincera. Mas no fundo o amor espera que grudes qual carrapicho: são tão grandes meu rabicho e minha paixão por ti, que não estão no gibi... Ao te ver, viro pamonha, sem ação, e sem vergonha o meu ser inteiro goza. Por isso, pra encurtar prosa, do teu corpo, cada poro eu adoro adoro adoro.