sábado, 22 de dezembro de 2012

Cordas


Provoca-me amarrando meus braços,
Enrolando a corda em meu corpo
E vendando meus olhos!
Brinque de escrever palavras no meu corpo
Leia minhas carnes com teu tato, olfato e paladar
Me morda, sugue meus lábios, me aperte.
Provoca-me inteiramente.
Aperte bem os nós, me deixe imóvel...
Minha excitação se demonstra na pele,
Na respiração e no corpo trêmulo.
As cordas marcam minhas curvas...
E por elas você passeia sua língua sem pudor
Arrancando-me gemidos de prazer!
Louca de tesão peço para que tires a venda...
Libertos, os meus olhos estão cheios de desejo,
Me contorço e a corda me aperta ainda mais,
Mas não reclamo, ao invés disso,
Peço que não me poupe, peço que me provoque tão prazerosa dor.
Estou entregue e anseio pelo êxtase prometido
E esta vontade de ser possuída chega a ser anormal
Não quero que me libertes das cordas, adoro essa imobilidade imoral
As amarras me prendem, marcam junto ao prazer...
Abro-me o máximo que posso grito, pois quero sentir você meter
Exijo fundo, com força
Quero ser escrava mulher
Me submeto ao meu dono e faço tudo que ele quer
Mas só depois de explodir em gozos que me façam desfalecer.
Escrava do teu prazer, pertenço a você.


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