Provoca-me amarrando
meus braços,
Enrolando a corda em
meu corpo
E vendando meus
olhos!
Brinque de escrever
palavras no meu corpo
Leia minhas carnes
com teu tato, olfato e paladar
Me morda, sugue meus
lábios, me aperte.
Provoca-me inteiramente.
Aperte bem os nós, me
deixe imóvel...
Minha excitação se
demonstra na pele,
Na respiração e no
corpo trêmulo.
As cordas marcam
minhas curvas...
E por elas você
passeia sua língua sem pudor
Arrancando-me gemidos
de prazer!
Louca de tesão peço
para que tires a venda...
Libertos, os meus
olhos estão cheios de desejo,
Me contorço e a corda
me aperta ainda mais,
Mas não reclamo, ao
invés disso,
Peço que não me
poupe, peço que me provoque tão prazerosa dor.
Estou entregue e
anseio pelo êxtase prometido
E esta vontade de ser
possuída chega a ser anormal
Não quero que me
libertes das cordas, adoro essa imobilidade imoral
As amarras me
prendem, marcam junto ao prazer...
Abro-me o máximo que posso
grito, pois quero sentir você meter
Exijo fundo, com
força
Quero ser escrava
mulher
Me submeto ao meu
dono e faço tudo que ele quer
Mas só depois de
explodir em gozos que me façam desfalecer.
Escrava do teu
prazer, pertenço a você.
