Traço de memória que se tenta desenhar e não consegue
Quadro que se pinta e quando se termina está em branco
Não consigo fugir do que sou
Minhas escolhas não são assim tão minhas
Melodia manchada de sangue.
Quando se está sozinha e com insônia,
Se percebe nuances do ser que não existe quando é dia
Quando se é são
Quando se sorri.
Pequenos detalhes que me assustam...
Penso em algum deus...
Penso nalgum demônio...
Agora, penso tanto que nada mereço por não conseguir ser pura,
Pensar é ser maculado
Ruas desertas que cruzo comendo a própria poeira
Céu escarlate que os felizes vêem azul
Noite negra que se faz sem estrelas aos meus olhos cadentes
Reato alguns nós e vejo que de tudo que fiz, tudo que escrevi, tudo que conquistei
Nada importa mais que algumas horas de sono tranquilo
Sono alegre, descompromissado
E a insônia insiste em perfurar meu caráter que já não é mais meu
Esperanças de amanhãs
Minhas mãos ásperas acariciam um ser inexistente
A lembrança de seu corpo, já ausente
Que se faz presente em meus olhos
Quando suo, ofego, amo, e me sinto completa
Algo me faz sorrir, algo me faz acender um cigarro e saber
Que se lírios jamais serão capazes de trazer felicidade, mas alucinação
Erros cometidos, infantilizados, mas ainda erros
Se nuvens não podem ser tocadas e se fossem jamais se comparariam
Se não é mais real, que seja para sempre bonito
Poucos segundos valem a vida
E estão guardados no peito
Na espera do amanhã esquecido
Na memória da treva presente existe a escuridão iminente
Mas a tua mão me guia para a luz que existe
E se é pouca, eu sempre soube o caminho
Ou tive ao menos o otimismo de acreditar que encontraria
O que jamais encontrei
Royal Straight Flush
Mas passarei para ver o que escondem estes teus olhos
Tão mais valiosos que meus prazeres mundanos
E gritam em algum socorro que ainda não compreendi
Mas estou prontamente segura de que com quatro pernas seremos aptos a caminhar
Por mais profundas trevas que tivermos que escalar
Por mais áridas lágrimas tivermos de chorar
Por mais que se abrigue a maior demência perturbada em minha mente frágil
Enquanto viver, minhas palavras florescerão, mesmo que como erva daninha
Darão vida, por mais mórbida, por mais rastejante, a alguma folha de papel
Minhas preces inglórias a deuses que nunca houveram
E existem por ter teu apoio
Mesmo que discordante
Mesmo que incompreensivo.
Sussurro no escuro palavras que só você conhece
Com o significado turvo todo que existe a mim
O abismo olha para mim, mesmo que eu não olhe para ele
Me persegue, me procura
E me acha em berço doce
Mas a lembrança das carícias brandas
Me guarda da perdição
Que seria minha existência rastejante
Se não tivesse tido teus olhos, teu sorriso, tua mão doce em conforto
De tão pequeno ser
Deixe-me sentir o calor do seu corpo
E os fluidos que emanam me alimentam
Eternamente.
**retirado do meu antigo blog www.poesiavivida.blogger.com.br, escrito em 30 de junho de 2005**
Quadro que se pinta e quando se termina está em branco
Não consigo fugir do que sou
Minhas escolhas não são assim tão minhas
Melodia manchada de sangue.
Quando se está sozinha e com insônia,
Se percebe nuances do ser que não existe quando é dia
Quando se é são
Quando se sorri.
Pequenos detalhes que me assustam...
Penso em algum deus...
Penso nalgum demônio...
Agora, penso tanto que nada mereço por não conseguir ser pura,
Pensar é ser maculado
Ruas desertas que cruzo comendo a própria poeira
Céu escarlate que os felizes vêem azul
Noite negra que se faz sem estrelas aos meus olhos cadentes
Reato alguns nós e vejo que de tudo que fiz, tudo que escrevi, tudo que conquistei
Nada importa mais que algumas horas de sono tranquilo
Sono alegre, descompromissado
E a insônia insiste em perfurar meu caráter que já não é mais meu
Esperanças de amanhãs
Minhas mãos ásperas acariciam um ser inexistente
A lembrança de seu corpo, já ausente
Que se faz presente em meus olhos
Quando suo, ofego, amo, e me sinto completa
Algo me faz sorrir, algo me faz acender um cigarro e saber
Que se lírios jamais serão capazes de trazer felicidade, mas alucinação
Erros cometidos, infantilizados, mas ainda erros
Se nuvens não podem ser tocadas e se fossem jamais se comparariam
Se não é mais real, que seja para sempre bonito
Poucos segundos valem a vida
E estão guardados no peito
Na espera do amanhã esquecido
Na memória da treva presente existe a escuridão iminente
Mas a tua mão me guia para a luz que existe
E se é pouca, eu sempre soube o caminho
Ou tive ao menos o otimismo de acreditar que encontraria
O que jamais encontrei
Royal Straight Flush
Mas passarei para ver o que escondem estes teus olhos
Tão mais valiosos que meus prazeres mundanos
E gritam em algum socorro que ainda não compreendi
Mas estou prontamente segura de que com quatro pernas seremos aptos a caminhar
Por mais profundas trevas que tivermos que escalar
Por mais áridas lágrimas tivermos de chorar
Por mais que se abrigue a maior demência perturbada em minha mente frágil
Enquanto viver, minhas palavras florescerão, mesmo que como erva daninha
Darão vida, por mais mórbida, por mais rastejante, a alguma folha de papel
Minhas preces inglórias a deuses que nunca houveram
E existem por ter teu apoio
Mesmo que discordante
Mesmo que incompreensivo.
Sussurro no escuro palavras que só você conhece
Com o significado turvo todo que existe a mim
O abismo olha para mim, mesmo que eu não olhe para ele
Me persegue, me procura
E me acha em berço doce
Mas a lembrança das carícias brandas
Me guarda da perdição
Que seria minha existência rastejante
Se não tivesse tido teus olhos, teu sorriso, tua mão doce em conforto
De tão pequeno ser
Deixe-me sentir o calor do seu corpo
E os fluidos que emanam me alimentam
Eternamente.
**retirado do meu antigo blog www.poesiavivida.blogger.com.br, escrito em 30 de junho de 2005**
