Só espero que minhas mãos tão descoordenadas
Não te impeçam de sentir todo o meu cuidado;
E que nas palavras minhas, desencontradas,
Não ouças o meu ritmo descompassado.
Que te toque apenas a essência sublime
Do poema que eu quis escrever mas não pude:
Transcedendo as limitações que me reprimem,
Que meu amor seja visto em cada atitude.
E que, apesar de tudo, ainda possas lembrar
Que a dor que eu te provoco, a ela eu nunca quis;
E mesmo quando, às vezes, eu te fiz chorar,
A minha obsessão era te ver feliz.