quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Além de mim

Só espero que minhas mãos tão descoordenadas 
Não te impeçam de sentir todo o meu cuidado; 
E que nas palavras minhas, desencontradas, 
Não ouças o meu ritmo descompassado. 

Que te toque apenas a essência sublime 
Do poema que eu quis escrever mas não pude: 
Transcedendo as limitações que me reprimem, 
Que meu amor seja visto em cada atitude. 

E que, apesar de tudo, ainda possas lembrar 
Que a dor que eu te provoco, a ela eu nunca quis; 
E mesmo quando, às vezes, eu te fiz chorar, 
A minha obsessão era te ver feliz. 

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