Apeio do passado
como um corcel alado,
levo coices durante o tempo
em que se bebe nas fontes
na fronte, o rosto macerado
marcado nas pedras dessa cidade.
No chão o sangue
como um batom carmim
como um olhar negro cajal
como um grito reprimido sem fim
e carros, sons, lenços, vozes,
sons que ouço e não decoro
a lembrança de sofrimentos atrozes
onde não se podia chorar: choro.
