Chegaste... falaste de amor à minha alma cativa
Que num infinito cárcere de solidão gemia Me olhaste... recebestes uma resposta esquiva
Longe de minha real vontade... sem poder revelar o que me prendia.
Fostes embora então... mas te sinto ainda tatuado em meu íntimo
Amor e solidão tão próximos de mim... indissolúveis
Penetro meu olhar em olhos que não são os teus... piso por outros caminhos não os seus...
És minha sina... foge de mim meu livre arbítrio.
És meu amor idealizado... pelo qual sofrerei a mais sublime das dores
Serás meu eterno bem querer...
Viverei nesta vida sem ter teu amor... tendo amores.
Pensarei em ti, chorarei por ti, sofrerei por ti...
Tua existência há sempre de me seguir...
E meu mal maior... a covardia que ainda me prende aqui!
Até quando há de me prender? Quando enfim criarei asas pra voar de encontro a você?