sexta-feira, 30 de março de 2012

Amargura...



Só podes me ofertar o silêncio e a amargura
- meu pobre amor de ti só espera a indiferença...
Perdoa o meu amor... perdoa-me a loucura
que quem tem, como eu tenho, um coração não pensa...

Há muito pela vida eu seguia à procura
de alguém que viesse encher de luz minha descrença...
Foi então que te vi... e julguei que a ventura
pudesse ainda encontrar nesta jornada imensa...

E foi assim que um dia eu fui sentimental...
Acreditei no amor... E, talvez por castigo
fizeste-me sofrer; - mas não te quero mal...

Quem amou fui eu só... Eu nunca fui amada!
Mereço a minha dor, e este sofrer bendigo
na amargura cruel de me julgar culpada!...


(J. G. de Araujo Jorge)

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