Sim!
Eu fecho os olhos e te vejo e tu vês a mim.
E assim, olhávamo-nos por horas seguidas, dias seguidos.
Fechava os olhos para te ver, quando os abria, não sabia quanto tempo tinha passado.
Outras vezes, tentava abrir os olhos e não conseguia.
Nestes dias eu não reparava em nada, porque para mim o mundo inteiro era feito de fantasmas e sombras.
Naqueles dias o mundo não existia realmente.
O mundo não existia senão como um reflexo baço de alguma coisa que era minha, uma memória minha, um pedaço de algo que eu imaginava. Sem você, o mundo me é indiferente...