terça-feira, 10 de setembro de 2013
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Não me olhes assim....
Ah meu amado, não me olhes assim,
Que o que é belo é ti me causa imensa tristeza,
Pois o que mais quero é poder experimentar minha vida ao teu lado nestes campos verdes.
Tua vida é vinda do sopro da natureza divina,
por isso a perfeição habita em ti,
meus olhos se enchem de amor quando te aproximas,
Há muitas noites que de sobressalto levanto aqui,
Assustada, coração palpitando, soluçando teu nome...
Até que a tranquilidade de um rio bom volta ao meu peito em sonho.
Oh Deus, tão imenso é o meu desejo,
E tão pequena serva lhe sou,
Este é o deserto da minha vida,
Salva-me dessa tristeza e solidão que parecem sem fim,
Hoje lhe tenho um pedido de todo o coração:
A perfeição do Teu amor se transfigura
nesta criatura de beleza gerada
em Tuas entranhas celestiais.
Peça que ele ouça minha voz,
E me acompanhe por Tuas imensas, infinitas e amorosas veredas como num sonho de amor sem fim...
Que o que é belo é ti me causa imensa tristeza,
Pois o que mais quero é poder experimentar minha vida ao teu lado nestes campos verdes.
Tua vida é vinda do sopro da natureza divina,
por isso a perfeição habita em ti,
meus olhos se enchem de amor quando te aproximas,
Há muitas noites que de sobressalto levanto aqui,
Assustada, coração palpitando, soluçando teu nome...
Até que a tranquilidade de um rio bom volta ao meu peito em sonho.
Oh Deus, tão imenso é o meu desejo,
E tão pequena serva lhe sou,
Este é o deserto da minha vida,
Salva-me dessa tristeza e solidão que parecem sem fim,
Hoje lhe tenho um pedido de todo o coração:
A perfeição do Teu amor se transfigura
nesta criatura de beleza gerada
em Tuas entranhas celestiais.
Peça que ele ouça minha voz,
E me acompanhe por Tuas imensas, infinitas e amorosas veredas como num sonho de amor sem fim...
Lua
Esta mesma lua ilumina a minha amada
O vento acariciou já o seu rosto
A lua impregnou-se da sua beleza
E o vento do seu perfume
Quem ama de verdade pouco lhe basta
Para suportar a separação
Que ela e eu respiremos o mesmo ar
E que os nossos pés pisem o mesmo chão.
Suspiro por vê-la quando estamos separados
Anseio por abraçá-la quando a vejo
E quando abraço essa beleza de olhos rasgados
Fundir-me com ela é o meu único desejo.
(Os Cinquenta Poemas do Amor Furtivo e outros Poemas Eróticos da Índia Antiga)
O vento acariciou já o seu rosto
A lua impregnou-se da sua beleza
E o vento do seu perfume
Quem ama de verdade pouco lhe basta
Para suportar a separação
Que ela e eu respiremos o mesmo ar
E que os nossos pés pisem o mesmo chão.
Suspiro por vê-la quando estamos separados
Anseio por abraçá-la quando a vejo
E quando abraço essa beleza de olhos rasgados
Fundir-me com ela é o meu único desejo.
(Os Cinquenta Poemas do Amor Furtivo e outros Poemas Eróticos da Índia Antiga)
Sugestão de Música: Before the Winter - Stratovarius
sábado, 3 de agosto de 2013
domingo, 23 de junho de 2013
Espero-te à beira-mar
Espero-te em manhã dourada
Quando a brisa ainda fria
Dissipa-se calmamente
Com os primeiros raios de sol
Caminho pela areia da praia
Ondas beijam-me os pés
Embaladas pelo vento
O meu sonho renasce
Azul tal qual o infinito
Tal qual as ondas
Para as quais não há repouso
Dia e noite meu pensamento
Não se cansa de ti
Espero que me encontres
Pois te sinto perto
Como o vento que brinca
Solto em meus cabelos
Sinto teu cheiro no mar
E em um profundo suspiro
Fecho os meus olhos
E esboço o teu rosto sereno
Tua imagem está emoldurada
Pelas mais doces lembranças
E minha vida renasce à tua espera
Fazendo-se em versos na poesia do mar.
Quando a brisa ainda fria
Dissipa-se calmamente
Com os primeiros raios de sol
Caminho pela areia da praia
Ondas beijam-me os pés
Embaladas pelo vento
O meu sonho renasce
Azul tal qual o infinito
Tal qual as ondas
Para as quais não há repouso
Dia e noite meu pensamento
Não se cansa de ti
Espero que me encontres
Pois te sinto perto
Como o vento que brinca
Solto em meus cabelos
Sinto teu cheiro no mar
E em um profundo suspiro
Fecho os meus olhos
E esboço o teu rosto sereno
Tua imagem está emoldurada
Pelas mais doces lembranças
E minha vida renasce à tua espera
Fazendo-se em versos na poesia do mar.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Mapa das estrelas
Eu tenho uma bússola que aponta pro mundo dos sonhos, tenho o mapa das estrelas distantes, a lista dos bares baratos onde encontro amigos, sorrisos e segundas intenções... Sou um pássaro que não pode viver aprisionado numa gaiola, minha magia está no meu constante bater de asas... minha bússola é meu coração... gosto de me aquecer perto do sol, gosto de bailar pela vida, provar do mundo a essência e de outras bocas a paixão. Mais pensativa que antes, mais calada que o normal... num misto de medo, excitação, ansiedade e vontade de chorar... Tenho uma alma e dois caminhos, uma vida, apenas uma escolha...
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Avesso
Por te querer tanto
não mais te quero.
Por me fazer pranto
não mais espero.
Por te querer encanto
não mais me espanto.
Meu sentimento é avesso,
verso e reverso,
acolhimento e arremesso,
os dois lados da mesma moeda,
amor e ódio no mesmo endereço.
Te quero aqui
te quero distante
te recebo em meu leito
te vejo errante.
Aconchegada ao teu peito
te desejo amante
não te quero livre e saltitante
te almejo preso ao meu regaço
te encontro no tempo de um abraço.
Vá embora
Fique aqui
Não demora
Saia de mim.
não mais espero.
Por te querer encanto
não mais me espanto.
Meu sentimento é avesso,
verso e reverso,
acolhimento e arremesso,
os dois lados da mesma moeda,
amor e ódio no mesmo endereço.
Te quero aqui
te quero distante
te recebo em meu leito
te vejo errante.
Aconchegada ao teu peito
te desejo amante
não te quero livre e saltitante
te almejo preso ao meu regaço
te encontro no tempo de um abraço.
Vá embora
Fique aqui
Não demora
Saia de mim.
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Inexistente
O que fazer quando nada mais importa?
Pra onde seguir se as portas se fecharam?
A escuridão tomou conta da sala,
Que esta fechada para visitação.
As janelas não se abrem
A claridade insiste em penetrar pela fenda,
Que aos poucos diminui
Bloqueando a passagem do vento.
O nada corrompeu os sentidos
O vazio preenche os espaços
E a vida se esvaindo em meio ao caos da alienação.
Prosseguir é o mais difícil,
Desistir é possível,
Permanecer imutável na solidão de si mesmo
Com o tempo correndo ao contrário.
Perder o que não se tem,
Encontrar o que não se conhece,
Partir sem deixar marcas
Somente a procura do inexistente.
Pra onde seguir se as portas se fecharam?
A escuridão tomou conta da sala,
Que esta fechada para visitação.
As janelas não se abrem
A claridade insiste em penetrar pela fenda,
Que aos poucos diminui
Bloqueando a passagem do vento.
O nada corrompeu os sentidos
O vazio preenche os espaços
E a vida se esvaindo em meio ao caos da alienação.
Prosseguir é o mais difícil,
Desistir é possível,
Permanecer imutável na solidão de si mesmo
Com o tempo correndo ao contrário.
Perder o que não se tem,
Encontrar o que não se conhece,
Partir sem deixar marcas
Somente a procura do inexistente.
sábado, 25 de maio de 2013
Ambiguidade
O que eu faço é incerto. Vivo aqui e ali.
E confesso, sou uma alma inquieta.
Preciso de um lugar pra me acalmar.
Os dias passam rapidamente e me perco nos seus caminhos.
O horizonte é meu guia.
Uma flecha que de vez em quando bate na árvore errada.
Parei aqui, deixa eu ficar?
Minhas pernas estão cansadas de caminhos longos e tortos.
Estou aqui e não vou mais.
Confie, os sonhos precisam ser interpretados.
Ou bem ou mal.
E confesso, sou uma alma inquieta.
Preciso de um lugar pra me acalmar.
Os dias passam rapidamente e me perco nos seus caminhos.
O horizonte é meu guia.
Uma flecha que de vez em quando bate na árvore errada.
Parei aqui, deixa eu ficar?
Minhas pernas estão cansadas de caminhos longos e tortos.
Estou aqui e não vou mais.
Confie, os sonhos precisam ser interpretados.
Ou bem ou mal.
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Cor? Ação?
Me diga agora: Qual a cor da solidão?
Negra como a noite ou branca como a neve?
Consegues dizer a cor do meu coração?
Diga logo, antes que a solidão me leve.
Me diga agora: Qual a cor das minhas lágrimas?
Vermelhas como sangue ou transparentes como água?
Consegues dizer a cor das minhas lástimas?
Diga logo, antes que eu me afogue em meio às mágoas.
E agora? Consegues ouvir a cor do problema?
Podes tocar o calor da tristeza?
Mas ainda mais escuro que este dilema
É a confusão que a minha alma enfrenta!
(Ao som de: Roulette - System of a Down)
**retirado do meu antigo blog www.poesiavivida.blogger.com.br, escrito em 19 de julho de 2004**
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Royal Straight Flush
Traço de memória que se tenta desenhar e não consegue
Quadro que se pinta e quando se termina está em branco
Não consigo fugir do que sou
Minhas escolhas não são assim tão minhas
Melodia manchada de sangue.
Quando se está sozinha e com insônia,
Se percebe nuances do ser que não existe quando é dia
Quando se é são
Quando se sorri.
Pequenos detalhes que me assustam...
Penso em algum deus...
Penso nalgum demônio...
Agora, penso tanto que nada mereço por não conseguir ser pura,
Pensar é ser maculado
Ruas desertas que cruzo comendo a própria poeira
Céu escarlate que os felizes vêem azul
Noite negra que se faz sem estrelas aos meus olhos cadentes
Reato alguns nós e vejo que de tudo que fiz, tudo que escrevi, tudo que conquistei
Nada importa mais que algumas horas de sono tranquilo
Sono alegre, descompromissado
E a insônia insiste em perfurar meu caráter que já não é mais meu
Esperanças de amanhãs
Minhas mãos ásperas acariciam um ser inexistente
A lembrança de seu corpo, já ausente
Que se faz presente em meus olhos
Quando suo, ofego, amo, e me sinto completa
Algo me faz sorrir, algo me faz acender um cigarro e saber
Que se lírios jamais serão capazes de trazer felicidade, mas alucinação
Erros cometidos, infantilizados, mas ainda erros
Se nuvens não podem ser tocadas e se fossem jamais se comparariam
Se não é mais real, que seja para sempre bonito
Poucos segundos valem a vida
E estão guardados no peito
Na espera do amanhã esquecido
Na memória da treva presente existe a escuridão iminente
Mas a tua mão me guia para a luz que existe
E se é pouca, eu sempre soube o caminho
Ou tive ao menos o otimismo de acreditar que encontraria
O que jamais encontrei
Royal Straight Flush
Mas passarei para ver o que escondem estes teus olhos
Tão mais valiosos que meus prazeres mundanos
E gritam em algum socorro que ainda não compreendi
Mas estou prontamente segura de que com quatro pernas seremos aptos a caminhar
Por mais profundas trevas que tivermos que escalar
Por mais áridas lágrimas tivermos de chorar
Por mais que se abrigue a maior demência perturbada em minha mente frágil
Enquanto viver, minhas palavras florescerão, mesmo que como erva daninha
Darão vida, por mais mórbida, por mais rastejante, a alguma folha de papel
Minhas preces inglórias a deuses que nunca houveram
E existem por ter teu apoio
Mesmo que discordante
Mesmo que incompreensivo.
Sussurro no escuro palavras que só você conhece
Com o significado turvo todo que existe a mim
O abismo olha para mim, mesmo que eu não olhe para ele
Me persegue, me procura
E me acha em berço doce
Mas a lembrança das carícias brandas
Me guarda da perdição
Que seria minha existência rastejante
Se não tivesse tido teus olhos, teu sorriso, tua mão doce em conforto
De tão pequeno ser
Deixe-me sentir o calor do seu corpo
E os fluidos que emanam me alimentam
Eternamente.
**retirado do meu antigo blog www.poesiavivida.blogger.com.br, escrito em 30 de junho de 2005**
Quadro que se pinta e quando se termina está em branco
Não consigo fugir do que sou
Minhas escolhas não são assim tão minhas
Melodia manchada de sangue.
Quando se está sozinha e com insônia,
Se percebe nuances do ser que não existe quando é dia
Quando se é são
Quando se sorri.
Pequenos detalhes que me assustam...
Penso em algum deus...
Penso nalgum demônio...
Agora, penso tanto que nada mereço por não conseguir ser pura,
Pensar é ser maculado
Ruas desertas que cruzo comendo a própria poeira
Céu escarlate que os felizes vêem azul
Noite negra que se faz sem estrelas aos meus olhos cadentes
Reato alguns nós e vejo que de tudo que fiz, tudo que escrevi, tudo que conquistei
Nada importa mais que algumas horas de sono tranquilo
Sono alegre, descompromissado
E a insônia insiste em perfurar meu caráter que já não é mais meu
Esperanças de amanhãs
Minhas mãos ásperas acariciam um ser inexistente
A lembrança de seu corpo, já ausente
Que se faz presente em meus olhos
Quando suo, ofego, amo, e me sinto completa
Algo me faz sorrir, algo me faz acender um cigarro e saber
Que se lírios jamais serão capazes de trazer felicidade, mas alucinação
Erros cometidos, infantilizados, mas ainda erros
Se nuvens não podem ser tocadas e se fossem jamais se comparariam
Se não é mais real, que seja para sempre bonito
Poucos segundos valem a vida
E estão guardados no peito
Na espera do amanhã esquecido
Na memória da treva presente existe a escuridão iminente
Mas a tua mão me guia para a luz que existe
E se é pouca, eu sempre soube o caminho
Ou tive ao menos o otimismo de acreditar que encontraria
O que jamais encontrei
Royal Straight Flush
Mas passarei para ver o que escondem estes teus olhos
Tão mais valiosos que meus prazeres mundanos
E gritam em algum socorro que ainda não compreendi
Mas estou prontamente segura de que com quatro pernas seremos aptos a caminhar
Por mais profundas trevas que tivermos que escalar
Por mais áridas lágrimas tivermos de chorar
Por mais que se abrigue a maior demência perturbada em minha mente frágil
Enquanto viver, minhas palavras florescerão, mesmo que como erva daninha
Darão vida, por mais mórbida, por mais rastejante, a alguma folha de papel
Minhas preces inglórias a deuses que nunca houveram
E existem por ter teu apoio
Mesmo que discordante
Mesmo que incompreensivo.
Sussurro no escuro palavras que só você conhece
Com o significado turvo todo que existe a mim
O abismo olha para mim, mesmo que eu não olhe para ele
Me persegue, me procura
E me acha em berço doce
Mas a lembrança das carícias brandas
Me guarda da perdição
Que seria minha existência rastejante
Se não tivesse tido teus olhos, teu sorriso, tua mão doce em conforto
De tão pequeno ser
Deixe-me sentir o calor do seu corpo
E os fluidos que emanam me alimentam
Eternamente.
**retirado do meu antigo blog www.poesiavivida.blogger.com.br, escrito em 30 de junho de 2005**
terça-feira, 21 de maio de 2013
Fim do Túnel
Apeio do passado
como um corcel alado,
levo coices durante o tempo
em que se bebe nas fontes
na fronte, o rosto macerado
marcado nas pedras dessa cidade.
No chão o sangue
como um batom carmim
como um olhar negro cajal
como um grito reprimido sem fim
e carros, sons, lenços, vozes,
sons que ouço e não decoro
a lembrança de sofrimentos atrozes
onde não se podia chorar: choro.
Ruínas
Meus sonhos são casas em ruínas
um Coliseu habitado por animais rastejantes
homens de pedra -pome?
Quanto mais me aproximo da velhice
mais perto e palpável fica minha infância
como se eu quisesse escalar o cordão umbilical
que me expeliu, voltar ao útero,
compreendê-lo e depois boiar
certo que o fim é uma outra ponta do começo.
Desde que nasci, ando pra trás
- uma régua de negativas-
aritmeticamente trágica
e me seguro para não despencar
nessa espécie maior de ausência.
um Coliseu habitado por animais rastejantes
homens de pedra -pome?
Quanto mais me aproximo da velhice
mais perto e palpável fica minha infância
como se eu quisesse escalar o cordão umbilical
que me expeliu, voltar ao útero,
compreendê-lo e depois boiar
certo que o fim é uma outra ponta do começo.
Desde que nasci, ando pra trás
- uma régua de negativas-
aritmeticamente trágica
e me seguro para não despencar
nessa espécie maior de ausência.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Cegos de Emoções
Como cegos de emoções
caídas nos interstícios do real
arrastadas nas margens da vida.
Véus tapam-nos os olhos abertos
todos os poemas perderam
o seu dizer primordial
não vemos a essência dos outros
que à nossa frente se rasgam.
Lentamente perdemos o fôlego
não vemos, não ouvimos
não respiramos.
(Iouri M. Samonov)
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Café na cama
Tanto amor para pouco toque.
Muita eletricidade sem nenhum choque.
Suas mãos já não entrelaçam mais as minhas,
Já não vejo você me querer para o resto da vida.
E por mais que no momento eu esteja com medo,
Nada farei na esperança de que hoje você chegue mais cedo
E me traga um café na cama,
Me beije e diga que me ama.
(Augusto Barros)

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