terça-feira, 17 de julho de 2018

Paixão Ardente


Esta chama voraz que arde em meu peito
Me atordoa, me embala, me agita no leito,
Em pseudos e doces espasmos de dor...
É dor saborosa, que leva à loucura,
Que acalma, aquece, entorpece, tortura,
Insolentes e castos eflúvios de amor...

Que são estas ondas tão incoerentes,
De sons e de cores, fortes, envolventes,
De tantos sabores paradoxais?
Serão os sentidos que estão me enganando,
Ou apenas os sonhos que vão me embalando,
Em meus dias maduros... tristes... outonais?

Confesso...
... é o grito, o brado, o clamor, a explosão,
Louco sentimento mesclado em paixão,
Que sinto por ti e é tão delirante...
Que só se acalma quando adormeço
E do mundo, da vida, das dores esqueço,
No pouso encantado de teu peito amante

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Nosso sexo sagrado

O sexo é sagrado, 
como salgadas são as gotas de suor 
que brotam dos meus poros 
e encharcam nossas peles. 
A noite é meu templo 
onde me torno uma deusa enlouquecida 
sentindo teus pêlos sobre a minha pele. 
Neste instante já não sou nada, 
somente corpo, 
boca, 
pele, 
pêlos, 
línguas, 
bocas. 
E a vida brota da semente, 
dos momentos de êxtase. 
Tuas mãos como um brinquedo 
passeiam pelo meu corpo. 
Não revelam segredos 
desvendam apenas o pudor do mundo, 
descobrem a febre dos animais. 
Então nos tornamos um 
ao mesmo tempo em que 
a escuridão explode em festa. 
A noite amanhece em versos, 
com a música do seu hálito ofegante. 
O sol brota de dentro de mim. 
Eternos segundos. 
Por alguns instantes olho-te sorrindo e te digo: 
Eu sou feliz!

sábado, 7 de julho de 2018

Adeus

“Adeus.
Você se perdeu em mim, que já não é o mesmo.
Eu me perdi, distante, que já não lhe vejo. Adeus. É escuro, e o sol já nasce...

terça-feira, 3 de julho de 2018

Falta....

Sinto falta do inexistente que nunca existirá... Sinto falta do que nunca vivi, do que nunca viverei... Estou sentenciada às  lembranças e às asas da minha imaginação. Porque este assombro me assola?

Enquanto isso...

https://youtu.be/WKg29sX21pY

Despedida

"A razão por que a despedida nos dói tanto é que nossas almas estão ligadas. Talvez sempre tenham sido e sempre serão. Talvez nós tenhamos vivido mil vidas antes desta e em cada uma delas nós nos encontramos. E talvez a cada vez tenhamos sido forçados a nos separar pelos mesmos motivos. Isso significa que este adeus é ao mesmo tempo um adeus pelos últimos dez mil anos e um prelúdio do que virá..."

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