domingo, 23 de junho de 2013

Espero-te à beira-mar

Espero-te em manhã dourada 
Quando a brisa ainda fria 
Dissipa-se calmamente 
Com os primeiros raios de sol 
Caminho pela areia da praia 
Ondas beijam-me os pés 
Embaladas pelo vento 
O meu sonho renasce 
Azul tal qual o infinito 
Tal qual as ondas 
Para as quais não há repouso 
Dia e noite meu pensamento 
Não se cansa de ti 
Espero que me encontres 
Pois te sinto perto 
Como o vento que brinca 
Solto em meus cabelos 
Sinto teu cheiro no mar 
E em um profundo suspiro 
Fecho os meus olhos 
E esboço o teu rosto sereno 
Tua imagem está emoldurada 
Pelas mais doces lembranças 
E minha vida renasce à tua espera 
Fazendo-se em versos na poesia do mar.



segunda-feira, 17 de junho de 2013

Mapa das estrelas

Eu tenho uma bússola que aponta pro mundo dos sonhos, tenho o mapa das estrelas distantes, a lista dos bares baratos onde encontro amigos, sorrisos e segundas intenções... Sou um pássaro que não pode viver aprisionado numa gaiola, minha magia está no meu constante bater de asas... minha bússola é meu coração... gosto de me aquecer perto do sol, gosto de bailar pela vida, provar do mundo a essência e de outras bocas a paixão. Mais pensativa que antes, mais calada que o normal... num misto de medo, excitação, ansiedade e vontade de chorar... Tenho uma alma e dois caminhos, uma vida, apenas uma escolha...


quarta-feira, 12 de junho de 2013

Avesso

Por te querer tanto
não mais te quero.  
Por me fazer pranto
não mais espero.
Por te querer encanto
não mais me espanto.

Meu sentimento é avesso,
verso e reverso,
acolhimento e arremesso,
os dois lados da mesma moeda,
amor e ódio no mesmo endereço.

Te quero aqui
te quero distante
te recebo em meu leito
te vejo errante.

Aconchegada ao teu peito
te desejo amante
não te quero livre e saltitante
te almejo preso ao meu regaço
te encontro no tempo de um abraço.

Vá embora
Fique aqui
Não demora
Saia de mim.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Inexistente


O que fazer quando nada mais importa?
Pra onde seguir se as portas se fecharam?
A escuridão tomou conta da sala,
Que esta fechada para visitação.

As janelas não se abrem
A claridade insiste em penetrar pela fenda,
Que aos poucos diminui
Bloqueando a passagem do vento.

O nada corrompeu os sentidos
O vazio preenche os espaços
E a vida se esvaindo em meio ao caos da alienação.

Prosseguir é o mais difícil,
Desistir é possível,
Permanecer imutável na solidão de si mesmo
Com o tempo correndo ao contrário.

Perder o que não se tem,
Encontrar o que não se conhece,
Partir sem deixar marcas
Somente a procura do inexistente.


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