domingo, 23 de dezembro de 2012

No meu canto.


Do meu canto quem cuida sou eu
É meu volume, minha batida
Meu auto-falante, um tom meu
Meu levantar, minha recaída.

Minha música, meu grave
Meu agudo, meu acento.
Minha jornada, minhas gafes
Meu coração, meu sentimento.

No meu canto é meu canto e minha voz
Meu sol, minha tempestade
Minha sombra e luz
Minha mentira, minha verdade

No meu canto tudo sorri pra mim
Toda pressão inexiste e se dissipa.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Cordas


Provoca-me amarrando meus braços,
Enrolando a corda em meu corpo
E vendando meus olhos!
Brinque de escrever palavras no meu corpo
Leia minhas carnes com teu tato, olfato e paladar
Me morda, sugue meus lábios, me aperte.
Provoca-me inteiramente.
Aperte bem os nós, me deixe imóvel...
Minha excitação se demonstra na pele,
Na respiração e no corpo trêmulo.
As cordas marcam minhas curvas...
E por elas você passeia sua língua sem pudor
Arrancando-me gemidos de prazer!
Louca de tesão peço para que tires a venda...
Libertos, os meus olhos estão cheios de desejo,
Me contorço e a corda me aperta ainda mais,
Mas não reclamo, ao invés disso,
Peço que não me poupe, peço que me provoque tão prazerosa dor.
Estou entregue e anseio pelo êxtase prometido
E esta vontade de ser possuída chega a ser anormal
Não quero que me libertes das cordas, adoro essa imobilidade imoral
As amarras me prendem, marcam junto ao prazer...
Abro-me o máximo que posso grito, pois quero sentir você meter
Exijo fundo, com força
Quero ser escrava mulher
Me submeto ao meu dono e faço tudo que ele quer
Mas só depois de explodir em gozos que me façam desfalecer.
Escrava do teu prazer, pertenço a você.


sábado, 15 de dezembro de 2012

Anseio por você!


Chupo meus dedos... Acaricio meus seios
Anseio por você
Que se toca olhando direto pra mim
Seu falo lateja em vermelho paixão
Tenho febre, tenho sede, quero você!

Vem para mim, com pressa, sem espera, cheio de pecado
De joelhos, me rendo aos teus pés, e te ofereço o prazer da minha boca
Quero te tocar, provar, chupar
Pegue-me com firmeza e penetre meu paladar
Me delicio com seu pau na totalidade
Enquanto gemes e o empurra até minha garganta
Me deixando ser ar por um instante

Me domine, me torture, despeje todo seu prazer em meu corpo
Presenteie-me com sua ejaculação e gemidos
Pois eu não me sacio e sugo tudo,
Quero engolir tudo.

Adoro te ver assim...
Se contorcendo e gemendo com o prazer em ti gerado,
por mim.

Venha, não tardes
Atenda minha libido e todos meus alarmes de prazer.
Venha pra cima de mim com a voracidade de um homem no cio
Pois eu quero satisfazer você num gozo tarado e pervertido.

Me come, me enraba, se roça, me xinga, me bate
e lambuza minha boca com todos os sabores do nosso prazer
Quero ser domada, dominada!

Me joga de quatro e embaraça tua mão em meus cabelos
E me coma com toda sua força
E quando meu ânus tiveres fodido, eu estarei louca de tanta libido
Urrando de dor e delírio...
Abafe meus gemidos com a força e o calor da sua mão

Vamos cavalgar, nos extasiar sem limites e sem pudores
Venha!
Que tudo que quiseres vou te dar com a única condição de que
me faças explorar todos os limites do prazer!



segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Augusto dos Anjos


Volúpia imortal

Cuidas que o genesíaco prazer,
Fome do átomo e eurítmico transporte
De todas as moléculas, aborte
Na hora em que a nossa carne apodrecer?!

Não! Essa luz radial, em que arde o Ser,
Para a perpetuação da Espécie forte,
Tragicamente, ainda depois da morte,
Dentro dos ossos, continua a arder!

Surdos destarte a apóstrofes e brados,
Os nossos esqueletos descamados,
Em convulsivas contorções sensuais,

Haurindo o gás sulfídrico das covas,
Com essa volúpia das ossadas novas
Hão de ainda se apertar cada vez mais!







Pecadora

Tinha no olhar cetíneo, aveludado,
A chama cruel que arrasta os corações,
Os seios rijos eram dois brasões
Onde fulgia o simbolo do Pecado.

Bela, divina, o porte emoldurado
No mármore sublime dos contornos,
Os seios brancos, palpitantes, mornos,
Dançavam-lhe no colo perfumado.

No entanto, esta mulher de grã beleza,
Moldada pela mão da Natureza,
Tornou-se a pecadora vil. Do fado,

Do destino fatal, presa, morria
Uma noute entre as vascas da agonia
Tendo no corpo o verme do pecado!

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

De amor e de dor.


Hoje acordei para te suspirar
Para te inspirar 
E te inalar
A mais torpe de todas as flores em brancura
Papoula crisálida em doçura
Aprisione-me entre as grades de nossas paixões
E eu tua escrava submissa sucumbirei
Concedidamente ao teu cálido masoquismo
De amor e dor

Quero o prazer de tuas mãos a marcar meu corpo
Das minhas unhas a cravar tua pele
Enquanto o nosso suor escorre quente
Junto com o nosso límpido gozo de amor.

Quero lamber tua pele
Pêlo a pêlo
Célula a célula
E deglutir em minha garganta
O teu sabor salgado
De sonho encantado.

Quero envolver-te por inteiro
E ter-te em minha boca quente
Enquanto observo-te gemer loucamente.

Quero fotografar todas as tuas expressões faciais
Todas as contrações de teus músculos
Segundo a segundo
Enquanto deliras e relaxas no teu ápice de amor!

Quero sentir-te fundo dentro de mim
E teus dedos entre os meus cabelos emaranhados
Dizendo-me que sou tua.

Porque hoje eu acordei
Só para gritar e gemer em teus ouvidos
E suada e exausta 
Extasiar-me em gozo pleno
Sobre o teu falo encantado
Neste nosso ato sexual supremo
Ser uma vez mais
A tua desejada mulher,
A tua obediente submissa.






Algemas

Os nós que nos atam 
Embora etéreos são indissolúveis 
Invisíveis além do universo de nós dois 
Elos imantados de amor.

Encaixe perfeito 
Côncavo e convexo 
Yin e yang 
letra e melodia, amor e poesia. 

Presa a você, sou livre 
Para amar, viver , sonhar 
Sou inteira, amo de forma plena 
Sou toda, delicio-me com cada parte.

Sozinha, sem você 
Sinto-me encarcerada num vazio, 
habitante de um universo sem sentido 
sem cores, flores, amores... 

Somos fragmentos de uma engrenagem 
Que separados são peças inertes, 
Juntos movimentamos nosso mundo 
E geramos uma existência de amor.

Amor, prendo-me a você 
Entrego-me de corpo e alma 
Pois na cela da solidão, 
minha única liberdade é você


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