terça-feira, 1 de maio de 2012

Ao norte de mim.


E o mundo gira em círculos,
Cada vez mais fechados.
É como se fosse uma roda,
A moer minhas esperanças
Sem dó nem piedade.


E gira o mundo em mim,
E muda os fusos
E difusos eu fico,
Eu vou.


E olho o norte da
Minha bússola amorosa,
E o magnético aponta.
O meu desapontamento.


E fico girando os pensamentos,
Ungüentos dos meus
Sonhos, desejos.
Lembro dos beijos,
Dados em ti.
Do universo de
Encantos do céu
Da tua boca.


E rouca fica a voz,
O violão e o verso.
E no reverso dos dias,
Ao Norte de mim.


E rola a vida lá fora...
E gira o desejo no peito...


E o meu astrolábio,
Salgado da maresia,
Molhados dos pingos
Das lágrimas.
Que caem assim.


Ai de mim, prisioneiro.
Desse olhar, que roda, roda,
Ao Norte de mim.
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